BIRO BIRO É DEZZZZZZ!!!!!!

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

As bolas

Hoje em dia tem muito moleque novo que não sabe que foi Biro Biro. O que é normal, tenho certeza que muitos desses moleques não sabem nem quem foi Maradona. Mas a popularidade de Biro Biro era tão grande que em 1987 uma empresa de material esportivo lançou a Bola Biro Biro.

Tanto a torcida corinthiana quanto as rivais compraram tantas bolas Biro Biro que a empresa que as produziu nem sabe quantas foram vendidas, tamanha a quantidade absurda vendida. Engraçado que eu nunca vi nenhuma bola Maradona para vender…


Terça-feira, 20 de Maio de 2008

A homenagem


Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Biro Biro x Maradona


Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Os Emoticons

Achei uns emoticons por aí e vou dividir a alegria com vocês!


Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O bigode

O bigode é outra marca do craque. Depois que os pelos crescem em seu rosto, um homem tem que deixar o bigode crescer pelo menos uma vez na vida para se considerar homem de verdade. E Biro Biro foi um homem de bigode a vida toda. O Corinthians teve jogadores incríveis com bigode: Rivelino, um dos maiores jogadores de todos os tempos, craque campeão pela seleção brasileira de 1970 e considerado pelo rei Pelé melhor que Maradona, sempre usou um formoso bigode. Zenon, outro dos maiores jogadores do futebol brasileiro, um dos melhores batedores de falta de todos os tempos do timão (e olha que o Corinthians teve grandes batedores de falta) usou bigode toda a sua carreira. Maradona só usou bigode (um bigodão esquisito, meio paraguaio, meio mexicano) na Copa de 1994, e o resultado não foi muito bom para ele não. Usar bigode não é para qualquer um. Já imaginou o Robinho usando bigode?

Hoje em dia mais nenhum jogador deixa crescer essa obra de arte em seus rostos. Pode até ser que a gente encontre um ou outro com um bigodinho ralo, meio “fashion”. Mas jogador macho de verdade não usa bigode “fashion”, usa bigodão!

Biro Biro usa, até hoje.


Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O apelido

Antônio José da Silva Filho não poderia ser um nome mais brasileiro. Esse é o nome de batismo de Biro Biro. Pernambucano de Santo Amaro, não fazia nada direito. Não gostava de trabalhar, não gostava de estudar, não conseguia apanhar caranguejos, tinha medo de altura, não sabia nadar, não pegava onda direito, não andava direito de bicicleta, podia estar ventando o que fosse que nem uma pipa ele conseguia empinar. O único lugar que ele fazia alguma coisa com destaque era em um campo de futebol. Nenhum outro moleque jogava bola como Biro Biro. Aliás, o apelido mais famoso do futebol brasileiro veio do nome de uma fruta, biribiri. Seu pai gostava tanto, mas tanto de um doce feito com essa fruta que não teve jeito, acabou sendo mais conhecido como “Biribiri”. E como filho normalmente acaba levando o legado do pai, o pequêno Antônio passou a ser chamado de “Biribiri filho”.

O problema era quando a molecada ia até a casa dele para chamá-lo para bater uma bola.

- “O Biribiri está?”

- “Não, foi trabalhar”, respondiam, achando que estavam perguntando pelo pai.

Assim, naturalmente, o apelido foi substituído pelo que acabaria consagrado por toda uma nação: Biro Biro.

O apelido do Maradona nunca pegou direito “Pibe”. Se fosse “Pibe Pibe” ele teria tido muito mais sorte como jogador.


Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O penteado

Depois que o craque começou a aparecer na mídia, os cabelos loiros e enrolados de Biro Biro fizeram escola. Artistas como Ovelha copiavam o estilo único do craque. Mais tarde outros jogadores de futebol também seguiriam o estilo, como os colombianos Valderrama  e Higuita, este último sem o sucesso na hora de descolorir os cabelos e alcançar as famosas madeixas douradas.

Me diz ai se você conhece algum craque de futebol ou ídolo da juventude com cabelos iguais aos do Maradona. Eu não conheço nenhum! Se você conhecer, mande fotos, vídeos ou qualquer outro tipo de prova, registradas em cartório…


Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O Começo

Vicente Matheus estava formando o time para conquistar o bi-campeonato paulista, e tinha acabado de contratar um sujeito que batia um bolão no Botafogo de Ribeirão Preto, chamado Sócrates, que se tornaria um dos maiores jogadores Timão, mas o pulmão e o coração do time naquele e nos próximos anos era a segunda contratação mais importante anunciada pelo presidente: Biro Biro. O time era forte, chegou a ganhar o primeiro turno do paulista de 1978, mas não conseguiu ganhar o campeonato. O que não tardaria.

O primeiro campeonato paulista que Biro Biro ganhou pelo Corinthians foi logo em 1979, justamente o primeiro título que eu me lembro como corinthiano. E, repetindo o maravilhoso feito de 1977, também foi contra a Ponte Preta, dessa vez por dois a zero. Eu me lembro desse dia, os carros buzinando pelas ruas, as pessoas comemorando, se não me engano foi nessa época que eu ganhei minha primeira camiseta do Timão, de algodão, com o número sete nas costas. Ainda não entendia direito como era torcer para um time como o Coritnhians, mas estava feliz. Muito feliz.

Acho que nessa mesma época o “hermano” baixinho estava começando a aparecer nos gramados argentinos, já que os dois têm poucos meses de diferença na idade, só que enquanto o Biro Biro já era estrela no Timão, Maradona ainda demoraria para se destacar no cenário do futebol, lá pelos anos oitenta.


Terça-feira, 29 de Abril de 2008

A lenda

Biro-Biro foi contratado para jogar no Corinthians quando tinha 19 anos, em 10 de agosto de 1978. Eu tinha 7 anos na época, e foi justamente nesse período que me tornei corinthiano.

Eu não era corinthiano ainda na época do título mais famoso do time, o de 1977. Um garoto com seis anos de idade mal sabe o que é futebol, ainda mais com um pai que nunca ligou muito para isso. Anos depoise ele me confessou que talvez tivesse uma queda pelo Palmeiras, mas eu, sabendo da importância que ele dá para isso, não me incomodei nem um pouco. Ele é um daqueles brasileiros que se divertem mais vendo um bom jogo que torcendo fanáticamente por algum time. Mas meu pai tinha um primo que era coritnhiano roxo, e foi esse sujeito que colocou a paixão pelo Corinthians em mim.

Um dia, em 1978, ele apareceu em casa com uma edição da Gazeta Esportiva com a manchete Corinthians campeão de 1977. E me deu essa edição (que eu deveria ter guardado, mas não guardei). Fiquei fascinado com aquilo, contava detalhadamente o acontecimento esportivo mais importante para uma nação, me lembro que havia uma lista com todos os títulos que o Corinthians havia conquistado na época, e eu ficava contando repetidamente. Eram 19 títulos, se não me engando. Com a visita desse primo e com esse presente inesperado, me tornei parte da nação corinthiana.

Vicente Matheus, empolgado com a conquista de 1977 e querendo mais, contratou um jovem pernabucano que se destacava no Sport Recife. Com sua mais famosa peculiaridade ele anunciava: “Não contratamos o Falcão, mas trouxemos o lero-lero”. Biro Biro, ele queria dizer, jogador que se mostrou muito mais importante que o Maradona viria ser para o esporte internacional.


TORCEDORES FAMOSOS